Trata-se O Nosso Tema, De Uma Questão Que Pretende Atingir O Cerne Da Possibilidade De Sobrevivência Do Humano. Pois O Problema, Neste Início De Século, Parece Ser Exatamente Uma Urgentíssima Reconsideração Radical Do Humano, Da Vida, Do Mundo, A Partir Da Alteridade Desde Onde Significam, Onde Se Evitem Os Desvios Idealistas Ou De Outro Teor E Outras Mega-construções Totalizantes, Que Nada Mais Fazem Do Que Levantar Contínuas Cortinas De Fumaça Sobre As Questões Reais, Enviando-as Para A Dimensão De Meros Jogos De Conceitos Intelectualmente Bem-acabados Que, Como Bem Tem Ensinado A História, São Bem Mais Flexíveis Do Que Gostariam De Crer Seus Autores: Neles Cabe Muita Coisa, Inclusive A Negação Real – Ou Seja, No Âmbito E No Decorrer Áspero Do Dia A Dia – De Seus Bem-intencionados Propósitos. Em Termos Mais Diretos, Está-se Às Voltas Com A Necessidade Impostergável De Penetrar Novamente Na Utopia Do Humano, Na Feliz Expressão De Catherine Chalier, Desde Estruturas De Sobrevivências Do Vital. Pois Essa É Uma Questão De Sobrevivência Real, E, Nesse Esquema Tão Agudamente Agressivo, A Filosofia Não Pode Ficar Calada. E A Investigação Sobre O Tema Da Alteridade É, Nesse Sentido, Uma Expressão Aguda Deste Não-calar-se.