O Que É Violência? Como Enfrentá-la? Será Que Ela Determina O Modo De Vida E A Existência Das Pessoas? E A Singularidade? E A Liberdade? Como A Psicologia Pode Contribuir? Este Livro Pretende Refletir Sobre Essas Questões Adotando Um Olhar Amplo E Cuidadoso Para A Pessoa Humana, Na Perspectiva Da Antropologia Filosófica De Edith Stein.a Primeira Parte Do Livro É Dedicada À Apresentação Do Pensamento De Edith Stein, Focando Os Elementos Constitutivos Do Ser Humano E Seu Processo Formativo, As Noções De Força Vital E Motivação, A Dimensão Ética E A Experiência Religiosa.a Segunda Parte Apresenta Uma Reflexão A Respeito Das Vivências Fundamentais Dos Moradores Do Bairro Do Uruguai, Localizado Em Salvador Da Bahia, Na Região Conhecida Como Alagados. O Acesso Aos Moradores Deu-se Pela Convivência Cotidiana A Partir De Visitas Sistemáticas Da Autora Ao Local. Nessa Convivência Buscou-se O Que Edith Stein Chama De Um “encontro Vivo” Com As Pessoas. Uma Vivência Comunitária Que Possibilitou “ser E Agir Com Eles”, Captando O Que Se Revelava Para Além Do “encontro Isolado” De Uma Entrevista.dentre Oito Vivências Fundamentais Identificadas, Pode-se Destacar O Improviso Nas Urgências Da Vida, A Violência, A Solidariedade, A Maternidade E A Religiosidade. Também Foi Possível Identificar Um Movimento Formativo Comum, Caracterizado Por Vivências Psicofísicas De Forte Intensidade, A Experiência Do Limite Pessoal A Partir De Uma Situação De Morte Eminente, O Reconhecimento De Um Apelo Interior De Realização E O Propósito De Dar Novo Rumo À Própria Vida.a Autora Pôde Constatar Que, Nesse Processo, Não Basta O Reconhecimento Do Apelo Do Núcleo Pessoal Para Que A Pessoa Assuma A Direção Da Própria Vida, Mas Que Ela Necessita De Uma Quantidade Mínima De Força Vital Para Realizar-se Nessa Direção. A História Do Bairro, A Arte, A Solidariedade E A Própria História De Vida Da Pessoa Foram Algumas Das Fontes De Força Desveladas Nos Relatos.