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é Morto?
apresenta-se Distante E Cuspindo Estrelas Dançantes. Equipado Pelas Genealogias, E Talvez Apreciador De Taxidermia. É Morto?
preparado Pela Passagem Do Noviciado, Entrega-se. E A Revelação Por Meio Do Tiro. É Assassinado, Vítima De Engano Ou Vingança, Entrelaçado Nesta Aporia. Está Vivo?
epopeia Aporética, Fragmentária E Hiperbólica, Onde A Musa Está Ausente, E Quando Descoberta Está De Joelhos, Ganhando A Vida Com Boquetes. Discurso De Um Moribundo, Entrecortando O Tempo, Entrega-se Ao Mundo, Consumindo E Por Ele Absorvido.
mundo Amalgama De Mortos E Vivos. Ultrapassa O Espaço Do Papel Do “branco/infinito/circunscrito”, Em Sincopado Ritmo, E Querendo Sinfonia, Entrega-se Ao Barulho.
instrumento Desta Aporia, É Menos Do Que Mais Importa: O “mundo”, Entenda-se O “humano”, Enquanto Mundo Se Desfaz, Cravando Os Corpos De Cicatrizes.
pois Há Corpos E Corpos. E Que Nem Quando Os Corpos Estão Mortos, No Fundo São Iguais, Com O Desequilíbrio Do Lucro.
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é Uma Contradição Insolúvel, Ou Uma Dificuldade Impossível, Para O Pensamento. Por Exemplo, A Questão Da Origem Do Ser É Uma Aporia: Porque Toda Origem Supõe O Ser, E Portanto, Não Poderia Ser Explicada. A Aporia É Uma Espécie De Enigma, Mas Considerado De Um Ponto De Vista Mais Lógico Do Que Mágico Ou Espiritual. É Um Problema Que Renunciamos A Resolver, Pelo Menos Provisoriamente, Ou Um Mistério Que Nos Recusamos A Adorar.
Comte–sponville,?andré.?dicionário Filosófico. Tradução De Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
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