As Questões Analisadas Nesta Obra Abrangem Um Longo Lapso De Tempo: Do Período Arcaico Grego Até O Apogeu Da Escolástica. Com Efeito, Se Em Agostinho Sobressai A Problemática Da Autoconsciência Como Uma Forma De Evidência Mais Segura Contra Toda Dúvida Possível, Assiste-se Em Tomás De Aquino A Uma Tentativa Não Somente De Explorar E Sistematizar O Conceito De Consciência Moral, Mas Também De Estabelecer Os Princípios Da Moral Como Os Fundamentos Que Constituem A Vontade Reta Do Agir Humano. Isto Pressupõe O Conceito De Intencionalidade, Tal Como Já Fora Desenvolvido Por Anselmo De Aosta E Pedro Abelardo. Ajunte-se, Porém, Que A Consciência Moral, Considerada A Partir E Através Do Pensamento Cristão, Remete, Direta Ou Indiretamente, À Ética Presente No Universo Cultural Greco-romano E, Sobretudo, À Moral Das Escrituras. Por Essa Razão, As Reflexões Aqui Contidas Empenham-se Em Detectar Os Elementos Que Determinaram A Consciência Moral Ocidental, Os Quais Se Encontram Nas Escrituras E Na Aurora Da Filosofia.