Xica Manicongo: Primeira Transexual Do Brasil

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A Vida De Xica Manicongo, Nome Que O Movimento Lgbti+ Conferiu Ao Personagem Histórico Nos Anos 2000, É Resgatada De Maneira Inédita Por Luiz Mott Nesta Pesquisa Que A Revela A Primeira Transexual Documentada Na História Do Brasil E De Todas As Américas. Escravizada Africana Batizado Como Francisco, Em 1591 Foi Incriminada Por Práticas Homossexuais ( Somítigo , Ou Passivo) E Por Trajar Vestes Femininas Nas Ruas De Salvador Na Verdade, Um Traje Característico Das Sacerdotisas Quimbandas Do Reino Do Congo, Que Desde A Infância Portavam Dualidade De Gênero. A Descoberta Desses Fatos Há Mais De Quarenta Anos, No Arquivo Nacional Da Torre Do Tombo, Em Lisboa, Entre Outras Fontes, Deve-se A Mott, Antropólogo, Professor Decano E Reconhecido Pesquisador Em Estudos Sobre Identidades Sexuais Dissidentes, Além De Pioneiro Ativista Em Prol Dos Direitos Civis Da Comunidade Gay Desde Os Anos 1970. Mott Fundou, Em 1980, O Grupo Gay Da Bahia (ggb). Xica, Então, Tornou-se Figura Com Contornos De Lenda, Símbolo De Luta E Resistência Para A Comunidade Trans No Brasil. Em 2025 Foi Homenageada Por Escola De Samba No Desfile Do Carnaval Carioca. Assim, O Autor Também A Situa Em Contextos Atuais, Utilizando Para Isso O Irreverente Pajubá, A Língua Secreta De Inspiração Nagô Adotada Pela Comunidade Lgbti+.