Uma História do Corpo na Idade Média
Código: 340552063 / MP958206631

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Um Longo Tempo Esquecido
Por um longo tempo, o corpo foi esquecido pela história e pelos historiadores. Na história, alegou-se por muito tempo a ideia de que o corpo estava estritamente ligado à natureza, não existia como objeto cultural. Entretanto, preso entre a repressão e a liberdade, entre a Quaresma e o Carnaval, o corpo na Idade Média é o lugar de uma das principais tensões do Ocidente.
Revisitando o Corpo Oculto
Revisitando este corpo por tanto tempo oculto, Jacques Le Goff e Nicolas Truong apresentam em "Uma História do Corpo na Idade Média" o trajeto do corpo da humilhação à glória.
Por Que o Corpo na Idade Média?
Porque ele constitui uma das grandes lacunas da história, um grande esquecimento do historiador. A história tradicional era, de fato, desencarnada. Interessava-se pelos homens e, acessoriamente, pelas mulheres. Mas quase sempre sem corpo. Como se a vida deste se situasse fora do tempo e do espaço, reclusa na imobilidade presumida da espécie.
A História Tradicional e o Corpo
Com frequência, tratava-se de pintar os poderosos, reis e santos, guerreiros e senhores e outras grandes figuras de mundos perdidos que era preciso reencontrar, engrandecer e, por vezes, até mitificar, à mercê das causas e necessidades do momento. Reduzidos à sua parte colocada à mostra, esses seres estavam despossuídos de sua carne. Seus corpos não passavam de símbolos, representações e figuras, seus atos, apenas sucessões, sacramentos, batalhas, acontecimentos. Enumerados, escritos e inscritos, como em tantas estelas que pretendem pontuar a história universal.
A Massa Humana
Quanto a essa maré humana que cercava e concorria para sua glória ou seu fracasso, os nomes plebe e povo bastavam para contar sua história, seus arrebatamentos e suas atitudes, seus modos de agir e suas aflições.
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| Importante | |
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| Código da Certificação ANVISA | Não se aplica |
| Código da Certificação MAPA | Não se aplica |
| Código da Certificação INMETRO | Não se aplica |
| Código da Homologação | Não se aplica |
Um Longo Tempo Esquecido
Por um longo tempo, o corpo foi esquecido pela história e pelos historiadores. Na história, alegou-se por muito tempo a ideia de que o corpo estava estritamente ligado à natureza, não existia como objeto cultural. Entretanto, preso entre a repressão e a liberdade, entre a Quaresma e o Carnaval, o corpo na Idade Média é o lugar de uma das principais tensões do Ocidente.
Revisitando o Corpo Oculto
Revisitando este corpo por tanto tempo oculto, Jacques Le Goff e Nicolas Truong apresentam em "Uma História do Corpo na Idade Média" o trajeto do corpo da humilhação à glória.
Por Que o Corpo na Idade Média?
Porque ele constitui uma das grandes lacunas da história, um grande esquecimento do historiador. A história tradicional era, de fato, desencarnada. Interessava-se pelos homens e, acessoriamente, pelas mulheres. Mas quase sempre sem corpo. Como se a vida deste se situasse fora do tempo e do espaço, reclusa na imobilidade presumida da espécie.
A História Tradicional e o Corpo
Com frequência, tratava-se de pintar os poderosos, reis e santos, guerreiros e senhores e outras grandes figuras de mundos perdidos que era preciso reencontrar, engrandecer e, por vezes, até mitificar, à mercê das causas e necessidades do momento. Reduzidos à sua parte colocada à mostra, esses seres estavam despossuídos de sua carne. Seus corpos não passavam de símbolos, representações e figuras, seus atos, apenas sucessões, sacramentos, batalhas, acontecimentos. Enumerados, escritos e inscritos, como em tantas estelas que pretendem pontuar a história universal.
A Massa Humana
Quanto a essa maré humana que cercava e concorria para sua glória ou seu fracasso, os nomes plebe e povo bastavam para contar sua história, seus arrebatamentos e suas atitudes, seus modos de agir e suas aflições.
