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Quebrando Correntes: A Educação Em Prisões Na Amazônia Paraense Sob O Olhar Da Pesquisa E Da Prática Docente

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O Que Faz Uma Escola Onde a Lógica Predominante é a Tranca, o Cadeado e o Silenciamento?

Talvez você já tenha se perguntado se é possível plantar sementes em solo de concreto. Como uma das organizadoras desta obra, e professora que conhece de perto o cheiro, o som e as dores do cárcere, asseguro-lhes a urgência dessa tarefa.

Este livro não nasceu em gabinetes distantes da realidade. Ele foi forjado no chão da escola prisional e resulta de um desejo coletivo de profissionais que atravessam portões de segurança diariamente para provar a potência da educação como ferramenta de reinserção social.

A obra articula experiências docentes, análises históricas e discussões sobre políticas educacionais na Amazônia, especificamente no Pará. Convido o leitor a despir-se de preconceitos para percorrer este mapa de rotas composto por sete seções. No decorrer das páginas desta obra, entrelaçamos a prática pedagógica sensível, a memória histórica necessária e a gestão política indispensável.

Seções e Experiências

  • Seção 1: Reflexões e Práticas Pedagógicas

    Para abrir os caminhos desta reflexão, inicio dialogando com o meu próprio texto escrito em parceria com o Professor José Deribamar.

    Projeto: A Leitura da Vez: Teatro e Humanização em Espaços Prisionais Femininos

    Compartilhamos a experiência vivenciada em uma unidade feminina em Belém. Para além de um instrumento de remição de pena, a literatura funcionou como um espelho. Ao trabalharmos a obra A Bolsa Amarela , de Lygia Bojunga, vimos mulheres privadas de liberdade costurarem literalmente suas próprias bolsas para guardar desejos reprimidos. Esse processo culminou em uma peça teatral que rompeu os muros da prisão e provou que a leitura humaniza e resgata a voz de quem foi silenciada.

  • Metodologias Ativas com o Cinema

    Seguindo na seara das metodologias ativas, o Professor Daniel Lucas Noronha de Sena apresenta o artigo sobre o filme como ferramenta didático-pedagógica. O autor utiliza o clássico Central do Brasil para demonstrar a operação do cinema como gatilho de memória e debate. A narrativa dos person

Palavras-chave

Educação , Prisional , Reinserção Social , Amazônia , Pará , Prática Pedagógica , Memória Histórica , Gestão Política , Teatro , Literatura , Cinema .