Museu Nacional - [todas As Vozes Do Fogo]
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Em Setembro De 2018, O Brasil Acompanhou Com Estupor O Incêndio Do Palácio De São Cristóvão, No Rio De Janeiro, Sede Do Museu Nacional, Instituição Científica E Museológica Que Abrigava Mais De 20 Milhões De Itens Das Áreas De Antropologia, Zoologia, Geologia, Etnologia, Paleontologia E Arqueologia. Entre Eles, Luzia, O Mais Antigo Fóssil Humano Encontrado Na América Latina, Um Dos Únicos Remanescentes Do Fogo. Museu Nacional [todas As Vozes Do Fogo], Texto Teatral De Vinicius Calderoni, Parte Da Tragédia De Grandes Proporções E Da História Da Instituição Bicentenária Para Contar A História Do Brasil. Pela Voz De Luzia E Uma Galeria De Personagens, Que Interpretam Quinze Canções Inéditas, Compostas Com A Companhia Barca Dos Corações Partidos Para O Espetáculo, O Musical Percorre O Imenso Edifício Imperial E, Transitando Entre Passado, Presente E Futuro, Flagra Histórias Que Foram E Que Poderiam Ser, De Personagens Históricos E De Gente Comum, De Seres Animados E Inanimados, De Objetos Materiais E Imateriais. A Um Só Tempo Pungente E Emocionante, Museu Nacional [todas As Vozes Do Fogo] É Um Aceno Lírico E Um Chacoalhão Satírico E Paródico Que Não Perde O Realismo, E A Realidade, De Vista. Além Do Texto Da Peça Na Íntegra E De Apresentação Assinada Por Vinicius Calderoni, O Livro Conta Com Quarta Capa De Rita Von Hunty E Posfácio De Cristiana Serejo, Ex-vice-diretora Do Museu Nacional. Trechos A História De Um Museu Que Se Parece Com Um País E De Um País Que Se Parece Com Um Museu, E A Fotografia Panorâmica De Uma Nação Debaixo De Escombros. A Memória Encarnada Do Solo Escravocrata Sobre O Qual O Palácio De São Cristóvão E O Museu Nacional Se Edificam É A Senha Para Que Se Rompam As Paredes Do Edifício E Se Passe A Falar Do Chão Sobre O Qual Este País Se Ergue. Afinal, Uma Nação É Isto: Um Pedaço De Chão. O Chão Que Nos Contém E Que Será Nossa Morada Derradeira. Um Chão Fértil, Onde Tudo Que Se Planta Se Colhe: Café, Sofrimento, Cana-de-açúcar, Injustiça, Jacarandá, Paradoxo, Soja, Milho, Genocídio E Absurdo. Abram-se As Cortinas Do Passado, Pois, A Partir De Agora, Museu Nacional É A Memória Do Brasil.