Formas Do Fim: As Humanidades Ante O Colapso
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O Espectro do Fim Ronda a Teorização Contemporânea
Nunca houve tanto fim. Mas estará a crítica social à altura do desafio, pelo menos no plano teórico? Este livro se esforça para contribuir com o preenchimento dessa lacuna. Naturalmente, ele não pode oferecer senão algumas amostras, dar algumas indicações, abrir algumas pistas. As abordagens são bastante variadas, e as fontes também. O que, no entanto, une as abordagens e as distingue, ao mesmo tempo, de inúmeras outras, é o fato de conceber a necessidade de grandes teorias , de teorias que se proponham a apreender a totalidade social e assediar o núcleo da sociedade capitalista contemporânea .
A julgar pelo conjunto das publicações que datam das duas últimas décadas, esse fim é de fato iminente. Exemplos incluem:
- Razão Sangrenta (2004), de Robert Kurz
- Realismo Capitalista (2009), de Mark Fisher
- Tempo Comprado (2013), de Wolfgang Streeck
- A Sociedade Autofágica (2017), de Anselm Jappe
- A Nova Idade Das Trevas (2018), de James Bridle
- Ideias Para Adiar O Fim Do Mundo (2019), de Ailton Krenak
- Terra Arrasada (2022), de Jonathan Crary
Os exemplos são inúmeros, e tornam qualquer lista apenas provisória. Mas em que consiste exatamente esse fim? Estamos falando de uma explosão (a bang), ou muito mais de um suspiro (a whimper)? São diversas as formas sob as quais o discurso do fim se apresenta:
- Devastação ambiental
- Esgotamento do capitalismo
- Esfacelamento do Estado moderno
- Anestesia atencional
- Morte da verdade
- Crises migratórias
Os capítulos reunidos neste volume exploram as várias figurações do fim tal como concebidas por diferentes áreas das humanidades. Mas apenas o desdobramento dos acontecimentos nos próximos anos poderá responder a essa pergunta: será que, mesmo aqueles que detestam a sociedade atual, desejam verdadeiramente o colapso? Ou, perante o desconhecido e a possibilidade de as coisas ficarem ainda piores, vão preferir esperar que o mundo como conheceram continue, bem ou mal?
Anselm Jappe
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O Espectro do Fim Ronda a Teorização Contemporânea
Nunca houve tanto fim. Mas estará a crítica social à altura do desafio, pelo menos no plano teórico? Este livro se esforça para contribuir com o preenchimento dessa lacuna. Naturalmente, ele não pode oferecer senão algumas amostras, dar algumas indicações, abrir algumas pistas. As abordagens são bastante variadas, e as fontes também. O que, no entanto, une as abordagens e as distingue, ao mesmo tempo, de inúmeras outras, é o fato de conceber a necessidade de grandes teorias , de teorias que se proponham a apreender a totalidade social e assediar o núcleo da sociedade capitalista contemporânea .
A julgar pelo conjunto das publicações que datam das duas últimas décadas, esse fim é de fato iminente. Exemplos incluem:
- Razão Sangrenta (2004), de Robert Kurz
- Realismo Capitalista (2009), de Mark Fisher
- Tempo Comprado (2013), de Wolfgang Streeck
- A Sociedade Autofágica (2017), de Anselm Jappe
- A Nova Idade Das Trevas (2018), de James Bridle
- Ideias Para Adiar O Fim Do Mundo (2019), de Ailton Krenak
- Terra Arrasada (2022), de Jonathan Crary
Os exemplos são inúmeros, e tornam qualquer lista apenas provisória. Mas em que consiste exatamente esse fim? Estamos falando de uma explosão (a bang), ou muito mais de um suspiro (a whimper)? São diversas as formas sob as quais o discurso do fim se apresenta:
- Devastação ambiental
- Esgotamento do capitalismo
- Esfacelamento do Estado moderno
- Anestesia atencional
- Morte da verdade
- Crises migratórias
Os capítulos reunidos neste volume exploram as várias figurações do fim tal como concebidas por diferentes áreas das humanidades. Mas apenas o desdobramento dos acontecimentos nos próximos anos poderá responder a essa pergunta: será que, mesmo aqueles que detestam a sociedade atual, desejam verdadeiramente o colapso? Ou, perante o desconhecido e a possibilidade de as coisas ficarem ainda piores, vão preferir esperar que o mundo como conheceram continue, bem ou mal?
Anselm Jappe