Diário Da Viagem Do Cavaliere Bernini À França

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A Viagem de Bernini a Paris em 1665

Em 1665, Gian Lorenzo Bernini partiu de Roma para empreender uma longa viagem até Paris. Ele assim respondia ao chamado de Luís XIV e Jean-Baptiste Colbert para ampliar e concluir o edifício do Louvre.

Entre junho e outubro daquele ano, aos 66 anos e no auge da fama, o artista foi recebido em solo francês com honras dignas de um príncipe, e durante todo esse período contou com Paul Fréart de Chantelou como seu cicerone.

O Diário de Paul de Chantelou

Os principais eventos dessa estada, assim como as impressões de Bernini sobre as artes, foram registrados por Paul de Chantelou na forma de um diário.

Publicado apenas em 1885 e até o momento não traduzido para o português, o Diário da Viagem do Cavaliere Bernini à França representa um raro documento a respeito das:

  • práticas e teorias artísticas adotadas por Bernini
  • arte produzida na Itália e na França
  • vida na corte do Rei Sol

Paul Fréart de Chantelou: O Cicerone

Paul Fréart de Chantelou foi conselheiro e mordomo de Luís XIV, administrador do patrimônio e das finanças de Filipe de França e secretário de Luís II de Bourbon.

Conhecedor de arte e ávido colecionador, foi amigo íntimo de Poussin, a quem encomendou diversas obras, incluindo A Colheita do Maná e O Autorretrato , pertencentes ao Museu do Louvre.

Em 1665, foi escolhido por Luís XIV para ciceronear e servir de intérprete a Bernini durante sua estada em Paris.