As Metáforas Farmacoquímicas Com Que Vivemos

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Psicofarmacologia e a Criação de Nomes para Efeitos

Uma vez que a psicofarmacologia obtém certos efeitos com uma substância, inaugura uma novidade para a qual não existia nome. É preciso então inventar formas de designar o que o fármaco produz. É isto o que convida à produção de metáforas diversas, todas com a mesma finalidade: enunciar pela palavra o efeito comportamental que a substância química ocasiona.

Nessa junção entre a substância e a metáfora, nascem os seguintes tipos de fármacos:

  • Estabilizadores
  • Moduladores
  • Tranquilizantes
  • Energizantes
  • Antidepressivos

Tudo isso com o intuito de tornar o fármaco mais receptivo. Ou seja, além da produção de fármacos e derivados, faz-se necessária uma produção discursiva para falar dos efeitos encontrados.

A Visão de Orlando Coser sobre a Metapsicofarmacologia

Orlando Coser enfatiza aqui este conjunto acumulado de produções discursivas, operando uma sequência e uma continuidade ao longo desses desenvolvimentos no intuito de produzir uma visão de conjunto que ilumine as suas dimensões fundamentais, com ênfase nos problemas de fronteira entre a farmacologia e a sua dimensão meta, ou seja, que vai além das questões técnicas e científicas.

Neste sentido, a metapsicofarmacologia inclui também a metapsicologia , dada a importância que certos conceitos freudianos têm para a publicidade dos fármacos.