Pra Frente, Brasil!
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Na Copa Do Mundo Da Suécia, Em 1958, Dois Jogadores De Futebol Se Consolidaram Como Mitos Forjados Pelos Trabalhadores, Numa Espécie De Síntese Das Diversas Representações De Identidade Nacional Que Se Confrontavam E Coexistiam Num Mesmo Contexto. Estamos Falando Dos Mitos De Pelé E De Garrincha. A Popularidade Desses Dois Mitos Não Devia Somente Às Suas Excepcionalidades Com A Bola No Pé Ou Por Conta De Seus Inúmeros Títulos Conquistados. Devia Também A Postura Que Ambos Tiveram Com Contexto Social Em Que Viveram Após A Copa Da Suécia Até O Início Da Década De 1980. Nesse Período, Os Mitos De Pelé E Garrincha Foram Frutos De Constantes Lutas Materiais E Simbólicas Efetivadas Por Diferentes Atores Sociais Que Buscavam O Enquadramento Ou O Silenciamento Dessas Simbologias Aos Seus Interesses Político-ideológicos. Assim, O Objetivo Aqui Proposto É Estudar Como O Futebol E, Particularmente, Os Mitos De Pelé E De Garrincha Foram Utilizados Simbolicamente Por Diferentes Atores Sociais – Com Destaque Para O Estado, A Grande Imprensa Comercial E Os Trabalhadores – Na Construção Da Identidade Nacional No Brasil.