Por Uma Nova Psicopatologia Da Infância E Da Adolescência
Código: 340532060 / MP958186376

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A Infância no Cenário Contemporâneo
A infância tem sido objeto de constantes preocupações no cenário político e acadêmico contemporâneos, ao ponto de serem muitas as vozes que proclamam o século XX como o "século da criança", trazendo a consagração da infância como objeto particular das investigações científicas e das propostas políticas. A julgar pelo modo como se inicia, o século XXI parece que será marcado como o "século da criança patologizada". Tempos de uma concretização não literária do "menino maluquinho".
Os adultos sempre trataram a infância adjetivamente: mal-educado, bem-educado, interessado, desinteressado, inteligente e atento, desatento e fraco. Sinais do estrutural desejo de endireitá-los para que se tornem "bons adultos". Durante décadas a esperança deste endireitamento foi colocada na educação, daí os signos desta adjetivação serem sempre morais.
Novas Abordagens e Patologização
As principais instituições que se ocupam da criança, família, escola e instituições afins, se veem assoladas, hoje em dia, por uma discursividade que propõe outra adjetivação, já não mais moral, mas médica.
- Transtornos de déficit de atenção e hiperatividade
- Transtornos de oposição
- Autismos etc.
O que tal discursividade propõe é muito além do que a oferta de um recurso a mais para ajudar a lidar adequadamente com as crianças, neste caso o remédio, mas toda uma alteração do modo de pensar de criança.
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| Código da Certificação MAPA | Não se aplica |
| Código da Certificação INMETRO | Não se aplica |
| Código da Homologação | Não se aplica |
A Infância no Cenário Contemporâneo
A infância tem sido objeto de constantes preocupações no cenário político e acadêmico contemporâneos, ao ponto de serem muitas as vozes que proclamam o século XX como o "século da criança", trazendo a consagração da infância como objeto particular das investigações científicas e das propostas políticas. A julgar pelo modo como se inicia, o século XXI parece que será marcado como o "século da criança patologizada". Tempos de uma concretização não literária do "menino maluquinho".
Os adultos sempre trataram a infância adjetivamente: mal-educado, bem-educado, interessado, desinteressado, inteligente e atento, desatento e fraco. Sinais do estrutural desejo de endireitá-los para que se tornem "bons adultos". Durante décadas a esperança deste endireitamento foi colocada na educação, daí os signos desta adjetivação serem sempre morais.
Novas Abordagens e Patologização
As principais instituições que se ocupam da criança, família, escola e instituições afins, se veem assoladas, hoje em dia, por uma discursividade que propõe outra adjetivação, já não mais moral, mas médica.
- Transtornos de déficit de atenção e hiperatividade
- Transtornos de oposição
- Autismos etc.
O que tal discursividade propõe é muito além do que a oferta de um recurso a mais para ajudar a lidar adequadamente com as crianças, neste caso o remédio, mas toda uma alteração do modo de pensar de criança.
