• Home
  • Livros
  • Livros

O Mundo Que A Mãe Sabia - Genealogia, Apagamento E Insurgência Do Feminino Na Ordem Simbólica

Código: 340336343 / MP957989533

215768924

Valor e prazo de entrega

Este produto não possui disponibilidade para entrega na sua região.

Importante
Código da Certificação ANVISANão se aplica
Código da Certificação MAPANão se aplica
Código da Certificação INMETRONão se aplica
Código da HomologaçãoNão se aplica

Este corajoso ensaio não pretende reconstruir a mãe, tampouco nos interessa qual é o arquétipo do feminino. No lugar, o autor pergunta: o que significa ter organizado a psique inteira sobre um apagamento do feminino como origem? E, neste percurso, percorre três movimentos:

Primeira Seção

Mostra como o apagamento simbólico do feminino como origem: como o corpo, o ventre, o leite, o sangue e a linguagem amorosa foram sendo lentamente destituídos de sua função fundadora e convertidos em matéria muda, função biológica ou metáfora inferior. Trata-se de refazer uma genealogia de apagamentos, em que a substituição do ventre pelo logos, da relação pela norma e da presença pela função não é um acidente da história, mas uma operação ontológica e epistêmica que reorganizou o próprio conceito de mundo.

Segunda Seção

Segue os rastros daquelas que nunca aceitaram essa captura simbólica. Medeia, Clitemnestra e Antígona constituem uma matriz simbólica de recusa, a bruxa, a louca e a libertina, por sua vez, compõem uma tríade histórica. Todas essas personagens também são figurações conceituais. Cada uma delas rompe, à sua maneira, com os contratos simbólicos que tentaram nomear o feminino como ausência, como cuidado compulsório, sacrifício ou função. Não são arquétipos da diferença. São ruínas vivas de uma ordem que falha. São figuras que rasgam o pacto civilizatório que subordinou o corpo feminino à função de sustentação do mundo dos outros.

Terceira Seção

Volta-se para o próprio campo junguiano. A ideia é percorrê-lo através de suas fraturas, em vez de renegá-lo ou restaurá-lo. Aqui, perguntamos como a psicologia analítica que tanto celebrou o feminino como imagem também o congelou como função simbólica, essência metafísica ou metáfora da alteridade. Se o arquétipo da Grande Mãe serviu tanto para honrar quanto para capturar, agora é preciso perguntar: o que sobra quando o arquétipo colapsa? Que clínica, que linguagem, que mundo se tornam possíveis quando a mulher deixa de ser metáfora e volta a ser sujeito, linhagem e diferença encarnada?

Palavras-chave

  • Apagamento do feminino
  • Genealogia
  • Matriz simbólica
  • Figuras conceituais
  • Psicologia analítica
  • Arquétipo
  • Diferença encarnada