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Não Há Cura Sem Anúncio: Ciência, Medicina E Propaganda (São Paulo 1930-1939)

Código: 340326870 / MP957979622

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A Partir Das Transformações De São Paulo Na Primeira Metade Do Século Xx

Gabriel Kenzo investiga uma esfera pouco explorada na história da ciência: como o modelo científico que se pretende hegemônico opera para se firmar no cotidiano da sociedade, utilizando elementos prosaicos para estabelecer uma comunicação com os seus receptores.

Análise Pelos Anúncios Farmacêuticos

Sua análise se dá pelos anúncios farmacêuticos, presentes em grande quantidade nos periódicos da época.

O Corpo Doente Na Dimensão Social

  • Os anúncios mostram visões daquela sociedade sobre o corpo doente não registradas pelos documentos oficiais (tratados médicos, laudos, diagnósticos, etc.).
  • O corpo doente aparece, então, em sua dimensão social:
    • O trabalhador impossibilitado de produzir.
    • O sifilítico que não pode se casar.
    • A mulher que não consegue um marido por conta de questões estéticas, etc.

Disputa De Representações E Modelos De Cura

Estes elementos são habilmente manipulados pelas agências publicitárias que, ao buscar aumentar o lucro dos laboratórios contratantes, acabam criando igualmente um espaço de disputa de representações e modelos de cura.