Memórias Sentimentais de João Miramar
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Memórias Sentimentais de João Miramar
Este clássico de Oswald de Andrade (1890-1954) pode ostentar, verdadeiramente, o qualificador de clássico por se manter vivo e atual, mesmo após pouco mais de cem anos de sua publicação original, em 1924.
Em Miramar há um prefaciador que é, no caso, um sujeito ficcional: Machado Penumbra. Talvez uma crítica velada (na penumbra...) ao outro Machado, o de Assis, fundador da Academia Brasileira de Letras, num gesto ambíguo entre a paródia ao discurso acadêmico do bem falar e a reverberação de uma certa linhagem de memórias, especialmente as de Brás Cubas, em chave reversa à do autobiográfico e centrada na própria escrita como o seu ter lugar.
- Autor: Oswald de Andrade
- Ano de Publicação Original: 1924
- Personagem Ficcional no Prefácio: Machado Penumbra
- Referência Crítica: Machado de Assis e sua linhagem de memórias (especialmente Brás Cubas)
- Temática Central: A própria escrita como lugar
- Análise por: Maria Rosa Duarte
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Memórias Sentimentais de João Miramar
Este clássico de Oswald de Andrade (1890-1954) pode ostentar, verdadeiramente, o qualificador de clássico por se manter vivo e atual, mesmo após pouco mais de cem anos de sua publicação original, em 1924.
Em Miramar há um prefaciador que é, no caso, um sujeito ficcional: Machado Penumbra. Talvez uma crítica velada (na penumbra...) ao outro Machado, o de Assis, fundador da Academia Brasileira de Letras, num gesto ambíguo entre a paródia ao discurso acadêmico do bem falar e a reverberação de uma certa linhagem de memórias, especialmente as de Brás Cubas, em chave reversa à do autobiográfico e centrada na própria escrita como o seu ter lugar.
- Autor: Oswald de Andrade
- Ano de Publicação Original: 1924
- Personagem Ficcional no Prefácio: Machado Penumbra
- Referência Crítica: Machado de Assis e sua linhagem de memórias (especialmente Brás Cubas)
- Temática Central: A própria escrita como lugar
- Análise por: Maria Rosa Duarte