Memória, Patrimônio E Turismo Em Perspectiva No Cais Do Valongo (Rio De Janeiro, Brasil)
Código: 340326741 / MP957979820

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O Cais do Valongo: Patrimônio e Memória
Em 2016, o Cais do Valongo, já reconhecido como patrimônio carioca e nacional, foi efetivamente visibilizado devido às obras de revitalização da região do atual Porto Maravilha. Escavações realizadas no local encontraram inúmeros objetos que datam do período em que esse espaço abrigou o portão de entrada dos africanos escravizados.
Alçado à categoria de Patrimônio da Humanidade, chancela atribuída pela Unesco, foi então classificado como detentor de valor universal excepcional da memória da violência contra a humanidade representada pela escravidão.
O caso do Cais do Valongo inspira reflexões em que a memória, enquanto campo de disputas permeado por distintos processos de produção e articulação das lembranças e esquecimentos dos diferentes sujeitos sociais, é a chave para a expansão dos debates sobre:
- Diásporas
- Revitalização de espaços
- Planejamento urbano
- Memórias traumáticas
- Patrimonialização
- Relações entre os contextos local e global
Conclui-se que a construção de uma memória da diáspora africana com base material na região portuária da cidade do Rio de Janeiro insere-se, sobretudo, em uma perspectiva mercantil e, desta forma, cabe um lugar especial na reflexão sobre turismo. Tal constatação conduz à observação de que o turismo guarda uma relação complexa e intrincada com a memória, pois em locais patrimonializados, via de regra, a memória se torna disponível como produto turístico.
Palavras-chave: Cais do Valongo, Patrimônio Carioca, Patrimônio Nacional, Porto Maravilha, Escravidão, Patrimônio da Humanidade, Unesco, Memória, Diásporas, Revitalização, Planejamento Urbano, Turismo.
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O Cais do Valongo: Patrimônio e Memória
Em 2016, o Cais do Valongo, já reconhecido como patrimônio carioca e nacional, foi efetivamente visibilizado devido às obras de revitalização da região do atual Porto Maravilha. Escavações realizadas no local encontraram inúmeros objetos que datam do período em que esse espaço abrigou o portão de entrada dos africanos escravizados.
Alçado à categoria de Patrimônio da Humanidade, chancela atribuída pela Unesco, foi então classificado como detentor de valor universal excepcional da memória da violência contra a humanidade representada pela escravidão.
O caso do Cais do Valongo inspira reflexões em que a memória, enquanto campo de disputas permeado por distintos processos de produção e articulação das lembranças e esquecimentos dos diferentes sujeitos sociais, é a chave para a expansão dos debates sobre:
- Diásporas
- Revitalização de espaços
- Planejamento urbano
- Memórias traumáticas
- Patrimonialização
- Relações entre os contextos local e global
Conclui-se que a construção de uma memória da diáspora africana com base material na região portuária da cidade do Rio de Janeiro insere-se, sobretudo, em uma perspectiva mercantil e, desta forma, cabe um lugar especial na reflexão sobre turismo. Tal constatação conduz à observação de que o turismo guarda uma relação complexa e intrincada com a memória, pois em locais patrimonializados, via de regra, a memória se torna disponível como produto turístico.
Palavras-chave: Cais do Valongo, Patrimônio Carioca, Patrimônio Nacional, Porto Maravilha, Escravidão, Patrimônio da Humanidade, Unesco, Memória, Diásporas, Revitalização, Planejamento Urbano, Turismo.