Lidando Com O Passado Autoritário No Brasil: De Fhc A Bolsonaro
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A Memória Não É Um Espelho Fiel Do Passado, Mas Um Terreno Em Disputa
Em Lidando Com O Passado Autoritário, questiona-se a ideia de que as Comissões da Verdade e Comissão de Anistia serviriam apenas para revelar fatos ocultos. Sob a lupa da historiografia, a autora demonstra que o Estado brasileiro operou, na verdade, uma seleção deliberada do que deveria ser lembrado.
Ao analisar duas décadas de políticas oficiais, a obra expõe como se construiu uma narrativa focada na reparação financeira e na figura da vítima , evitando o confronto direto com as estruturas militares. Essa memória pacificadacriou uma falsa sensação de acerto de contas, enquanto, na prática, consolidava-se a impunidade.
Uma leitura essencial para compreender como as narrativas oficiais moldam e eliminam o nosso horizonte político. Ao demonstrar como a recusa em enfrentar os crimes de ontem deixou a porta aberta para o autoritarismo de hoje, este livro convida a desconfiar dos consensos estabelecidos e a entender por que, no Brasil, o passado insiste em não passar.
Como o Estado Transforma História em Memória Oficial?
Nesta densa análise, investiga-se a arquitetura discursiva por trás das políticas de reparação e memória no Brasil pós-1988.
A autora examina projetos como a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, Comissão Nacional da Verdade e Memórias Reveladas: não apenas documentaram a violência, mas reencenaram o passado autoritário.
Ao analisar a retórica oficial, o livro revela como se construiu uma memória focada na vitimização e na linguagem dos direitos humanos , criando uma teleologia que projeta a transição como uma evolução natural da barbárie para a civilidade democrática.
Ao tratar essas iniciativas como lugares de produção de memória, a obra expõe as engrenagens de uma narrativa que, embora conciliatória, produziu um passado despolitizado.
Trata-se de uma leitura fundamental para entender os usos políticos do passado e como a fabricação de consensos históricos.
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A Memória Não É Um Espelho Fiel Do Passado, Mas Um Terreno Em Disputa
Em Lidando Com O Passado Autoritário, questiona-se a ideia de que as Comissões da Verdade e Comissão de Anistia serviriam apenas para revelar fatos ocultos. Sob a lupa da historiografia, a autora demonstra que o Estado brasileiro operou, na verdade, uma seleção deliberada do que deveria ser lembrado.
Ao analisar duas décadas de políticas oficiais, a obra expõe como se construiu uma narrativa focada na reparação financeira e na figura da vítima , evitando o confronto direto com as estruturas militares. Essa memória pacificadacriou uma falsa sensação de acerto de contas, enquanto, na prática, consolidava-se a impunidade.
Uma leitura essencial para compreender como as narrativas oficiais moldam e eliminam o nosso horizonte político. Ao demonstrar como a recusa em enfrentar os crimes de ontem deixou a porta aberta para o autoritarismo de hoje, este livro convida a desconfiar dos consensos estabelecidos e a entender por que, no Brasil, o passado insiste em não passar.
Como o Estado Transforma História em Memória Oficial?
Nesta densa análise, investiga-se a arquitetura discursiva por trás das políticas de reparação e memória no Brasil pós-1988.
A autora examina projetos como a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, Comissão Nacional da Verdade e Memórias Reveladas: não apenas documentaram a violência, mas reencenaram o passado autoritário.
Ao analisar a retórica oficial, o livro revela como se construiu uma memória focada na vitimização e na linguagem dos direitos humanos , criando uma teleologia que projeta a transição como uma evolução natural da barbárie para a civilidade democrática.
Ao tratar essas iniciativas como lugares de produção de memória, a obra expõe as engrenagens de uma narrativa que, embora conciliatória, produziu um passado despolitizado.
Trata-se de uma leitura fundamental para entender os usos políticos do passado e como a fabricação de consensos históricos.