Intrépidos Pernambucanos: Resistências E Fiscalidade Na Província De Pernambuco (1821-1834)
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O Final do Período Colonial em Pernambuco
O final do período colonial foi marcado, em Pernambuco, por agudas tensões políticas e sociais que refletiam as dinâmicas da longa formação histórica da capitania/província. Recife, Olinda e outras vilas pernambucanas foram o cenário para algumas das mais radicais manifestações de contestação ao absolutismo da dinastia dos Bragança e às estruturas coloniais.
A Fiscalidade como Tema Recorrente
Nesses embates, um tema foi recorrente: a fiscalidade. Essa era uma questão sensível em uma capitania sobrecarregada por tributos e donativos desde o século XVII e que se tornou ainda mais candente após a transferência da Família Real Portuguesa para o Rio de Janeiro. Durante todo o período em que se desenrolou o movimento da Independência e o início da formação do Estado Nacional Brasileiro, o debate e as disputas relativas à fiscalidade estiveram sempre na pauta do dia.
Resistências e Mecanismos de Tributação
No presente livro, Daiane Alves nos conduz, com um texto leve, muito bem embasado e esclarecedor, pelas resistências dos habitantes de Pernambuco aos intricados mecanismos de tributação num período crucial de nossa formação histórica. É uma leitura indispensável para compreender melhor as raízes históricas de um tema muito presente em nosso cotidiano atual.
George F. Cabral de Souza , Professor Titular da UFPE e Pesquisador do CNPq
O Papel da Fiscalidade na História
- Ao longo da história, taxas e encargos foram vistos como um guante opressivo colocado sobre os ombros de súditos, contribuintes e cidadãos.
- Tema difícil, penoso, quando não assunto para se evitar, diante daqueles mais sedutores, como as ideias políticas e as identidades coletivas.
- Um olhar mais atento, entretanto, nos revela que a oposição ao fisco, eclodindo frequentemente em insurreição aberta, tracionou os furos populares, fornecendo o combustível de revoltas e revoluções.
- Não por acaso, a complexa relação entre justiça fiscal e representação povoou a reflexão de filósofos e ativistas políticos, estando no cerne da construção das democracias modernas.
- Afinal, como pensar as identidades políticas sem passar pela questão fiscal?
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O Final do Período Colonial em Pernambuco
O final do período colonial foi marcado, em Pernambuco, por agudas tensões políticas e sociais que refletiam as dinâmicas da longa formação histórica da capitania/província. Recife, Olinda e outras vilas pernambucanas foram o cenário para algumas das mais radicais manifestações de contestação ao absolutismo da dinastia dos Bragança e às estruturas coloniais.
A Fiscalidade como Tema Recorrente
Nesses embates, um tema foi recorrente: a fiscalidade. Essa era uma questão sensível em uma capitania sobrecarregada por tributos e donativos desde o século XVII e que se tornou ainda mais candente após a transferência da Família Real Portuguesa para o Rio de Janeiro. Durante todo o período em que se desenrolou o movimento da Independência e o início da formação do Estado Nacional Brasileiro, o debate e as disputas relativas à fiscalidade estiveram sempre na pauta do dia.
Resistências e Mecanismos de Tributação
No presente livro, Daiane Alves nos conduz, com um texto leve, muito bem embasado e esclarecedor, pelas resistências dos habitantes de Pernambuco aos intricados mecanismos de tributação num período crucial de nossa formação histórica. É uma leitura indispensável para compreender melhor as raízes históricas de um tema muito presente em nosso cotidiano atual.
George F. Cabral de Souza , Professor Titular da UFPE e Pesquisador do CNPq
O Papel da Fiscalidade na História
- Ao longo da história, taxas e encargos foram vistos como um guante opressivo colocado sobre os ombros de súditos, contribuintes e cidadãos.
- Tema difícil, penoso, quando não assunto para se evitar, diante daqueles mais sedutores, como as ideias políticas e as identidades coletivas.
- Um olhar mais atento, entretanto, nos revela que a oposição ao fisco, eclodindo frequentemente em insurreição aberta, tracionou os furos populares, fornecendo o combustível de revoltas e revoluções.
- Não por acaso, a complexa relação entre justiça fiscal e representação povoou a reflexão de filósofos e ativistas políticos, estando no cerne da construção das democracias modernas.
- Afinal, como pensar as identidades políticas sem passar pela questão fiscal?