Entre Rosários E Bacamartes: Mulheres Do Belo Monte Fé E Insubmissão No Sertão Da Bahia
Código: 340454391 / MP958108624

Conheça mais sobre o produto
Patrícia Oliveira: Em Entre Rosários e Bacamartes
Patrícia Oliveira, em "Entre Rosários e Bacamartes", revela seu encontro com as mulheres do Arraial do Belo Monte, ao retirá-las do silêncio a que foram submetidas pela historiografia brasileira. Mulheres que não só criaram como mantiveram o espaço comunitário e religioso do arraial.
A autora, ao cruzar a análise de gênero com a de raça, implicitamente aponta para um segundo silenciamento historiográfico: a racialização implementada pela República. Ao questionar o paradigma epistemológico modernizante e funcional que encobriu e encobre os outros e nega identidades culturais preexistentes e existentes, convida seus futuros leitores e leitoras a terem presentes outras lógicas, que sejam capazes de assumir pensares, fazeres e saberes subalternos, periféricos colados à vida.
A percepção da subjetividade das mulheres do arraial, por parte da autora, trouxe consigo a constatação da ausência de lugar das mulheres nos trabalhos e discursos hegemônicos sobre Belo Monte de Antônio Conselheiro. Daí, a necessidade de superar uma leitura linear da história de Belo Monte, leitura pautada pelo predomínio da mentalidade colonialista e eurocêntrica. As narrativas de perfil colonial estabelecem binarismo, cujo resultado é a invisibilização historiográfica, no caso das mulheres do arraial.
A autora elege algumas questões que gradualmente responde ao longo do livro, como:
- Onde estão as mulheres na história de Belo Monte?
- Quais são suas histórias, seus feitos, seus nomes?
- Como Antônio Conselheiro se relaciona com elas?
- E ainda como a religiosidade se configura a partir do contexto do arraial?
As mulheres do Belo Monte: benzedeiras , parteiras , rezadeiras , entre outras, transcendem o espaço da casa, estão profundamente inseridas na vida da comunidade em todas as suas dimensões.
Ler "Entre Rosários e Bacamartes" é surpreender-se com o resgate da figura de Antônio Conselheiro e das mulheres conselheiristas com suas agências e resistências. Leitura atual e necessária para quem deseja conhecer um pouco mais.
Valor e prazo de entrega
Ops! Infelizmente, este produto está sem estoque no momento, mas em breve estará de volta.
| Importante | |
|---|---|
| Código da Certificação ANVISA | Não se aplica |
| Código da Certificação MAPA | Não se aplica |
| Código da Certificação INMETRO | Não se aplica |
| Código da Homologação | Não se aplica |
| Garantia do Fornecedor | null |
Patrícia Oliveira: Em Entre Rosários e Bacamartes
Patrícia Oliveira, em "Entre Rosários e Bacamartes", revela seu encontro com as mulheres do Arraial do Belo Monte, ao retirá-las do silêncio a que foram submetidas pela historiografia brasileira. Mulheres que não só criaram como mantiveram o espaço comunitário e religioso do arraial.
A autora, ao cruzar a análise de gênero com a de raça, implicitamente aponta para um segundo silenciamento historiográfico: a racialização implementada pela República. Ao questionar o paradigma epistemológico modernizante e funcional que encobriu e encobre os outros e nega identidades culturais preexistentes e existentes, convida seus futuros leitores e leitoras a terem presentes outras lógicas, que sejam capazes de assumir pensares, fazeres e saberes subalternos, periféricos colados à vida.
A percepção da subjetividade das mulheres do arraial, por parte da autora, trouxe consigo a constatação da ausência de lugar das mulheres nos trabalhos e discursos hegemônicos sobre Belo Monte de Antônio Conselheiro. Daí, a necessidade de superar uma leitura linear da história de Belo Monte, leitura pautada pelo predomínio da mentalidade colonialista e eurocêntrica. As narrativas de perfil colonial estabelecem binarismo, cujo resultado é a invisibilização historiográfica, no caso das mulheres do arraial.
A autora elege algumas questões que gradualmente responde ao longo do livro, como:
- Onde estão as mulheres na história de Belo Monte?
- Quais são suas histórias, seus feitos, seus nomes?
- Como Antônio Conselheiro se relaciona com elas?
- E ainda como a religiosidade se configura a partir do contexto do arraial?
As mulheres do Belo Monte: benzedeiras , parteiras , rezadeiras , entre outras, transcendem o espaço da casa, estão profundamente inseridas na vida da comunidade em todas as suas dimensões.
Ler "Entre Rosários e Bacamartes" é surpreender-se com o resgate da figura de Antônio Conselheiro e das mulheres conselheiristas com suas agências e resistências. Leitura atual e necessária para quem deseja conhecer um pouco mais.